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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Resenha - O último dia de um condenado.



Resenha
O último dia de um condenado
É um livro de autoria de Victor Hugo, publicado em 1829. Foi escrito como um protesto a sentença de morte


O livro foi escrito e passado no século XVIII na França um período em que a pena de morte era muito comum e visto como um espetáculo. Onde a exposição do condenado legitimava o poder do rei.
O condenado narra as últimas seis semanas antes da sua morte, um manifesto contra a pena de morte e as atrocidades cometidas na prisão independente do crime que se tenha cometido.
É descrito perfeitamente a ineficácia dessa pena o autor foi muito criticado na época por expor os sofrimentos físicos e ‘’morais’’ e acabou tornando-se um porta-voz da condição humana.

O autor em nenhum momento narra o que o levou a pena de morte, justamente para que não haja julgamentos por parte do leitor que o faça justificar todo esse sofrimento.
Um trecho do livro que mostra muito bem o terror psicológico que de condenado passa a ser vítima do sistema, e sem possibilidade de reabilitar-se:

“Acabei de fazer o meu testamento (...) Deixo uma mãe, deixo uma mulher, deixo uma criança (...) Assim, depois da minha morte, três mulheres, sem filho, sem marido, sem pai; Três órfãs de diferentes espécie; três viúvas por causa da lei. Admito ser punido justamente; mas essas inocentes, o que fizeram? . Pouco importa, serão desonradas, arruinadas. É a justiça.’’
Uma tentativa de mostrar o quão horripilante são esses momentos que antecedem a morte inevitável e as condições desumanas do ambiente e do tratamento recebido pelo condenado.

Alguns países ainda aderem a pena capital e muitos a defendem, o argumento é que existem indivíduos irrecuperáveis, que representam um risco constante a sociedade. Não apresentam arrependimento, verdadeiros psicopatas.

Porém existem muitas pessoas que são contra a pena de morte e o argumento varia desde ordem religiosa e espiritual e também social e moral.
Observa – se mesmo pessoas com problemas mentais que cometem delitos movidos por essa patologia são executadas, ainda que haja uma exceção da lei nesses casos.
No Brasil a pena de morte foi abolida desde a Proclamação da República em 1889.
Visto que a tendência de um direito penal mais desenvolvido é a abolição da pena capital em todo o mundo, analisando a sua ineficácia perante os crimes, que mesmo em países que aderem a pena capital não deixam de existir. Criando assim uma ilusão por parte da vítima e da sociedade o controle de criminosos perigosos, podendo incorrer a uma injustiça, um erro caso a comoção social seja de tamanha grandeza, levando um condenado talvez inocente à morte.


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Um comentário :

  1. Entrou na minha lista de: QUERO LER!
    Interessante e muito legal!!! Contra fatos não há argumentos.
    VIVA a vida! Viva a liberdade!

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