Resenha
O último dia de um condenado
É um livro de autoria
de Victor Hugo, publicado em 1829. Foi escrito como um protesto a sentença de
morte
O livro foi
escrito e passado no século XVIII na França um período em que a pena de morte
era muito comum e visto como um espetáculo. Onde a exposição do condenado
legitimava o poder do rei.
O condenado
narra as últimas seis semanas antes da sua morte, um manifesto contra a pena de
morte e as atrocidades cometidas na prisão independente do crime que se tenha
cometido.
É descrito
perfeitamente a ineficácia dessa pena o autor foi muito criticado na época por
expor os sofrimentos físicos e ‘’morais’’ e acabou tornando-se um porta-voz da
condição humana.
O autor em
nenhum momento narra o que o levou a pena de morte, justamente para que não
haja julgamentos por parte do leitor que o faça justificar todo esse sofrimento.
Um trecho do
livro que mostra muito bem o terror psicológico que de condenado passa a ser
vítima do sistema, e sem possibilidade de reabilitar-se:
“Acabei de fazer o meu testamento
(...) Deixo uma mãe, deixo uma mulher, deixo uma criança (...) Assim, depois da
minha morte, três mulheres, sem filho, sem marido, sem pai; Três órfãs de
diferentes espécie; três viúvas por causa da lei. Admito ser punido justamente;
mas essas inocentes, o que fizeram? . Pouco importa, serão desonradas,
arruinadas. É a justiça.’’
Uma
tentativa de mostrar o quão horripilante são esses momentos que antecedem a
morte inevitável e as condições desumanas do ambiente e do tratamento recebido
pelo condenado.
Alguns
países ainda aderem a pena capital e muitos a defendem, o argumento é que
existem indivíduos irrecuperáveis, que representam um risco constante a
sociedade. Não apresentam arrependimento, verdadeiros psicopatas.
Porém existem
muitas pessoas que são contra a pena de morte e o argumento varia desde ordem
religiosa e espiritual e também social e moral.
Observa – se mesmo pessoas com
problemas mentais que cometem delitos movidos por essa patologia são
executadas, ainda que haja uma exceção da lei nesses casos.
No Brasil a
pena de morte foi abolida desde a Proclamação da República em 1889.
Visto que a
tendência de um direito penal mais desenvolvido é a abolição da pena capital em
todo o mundo, analisando a sua ineficácia perante os crimes, que mesmo em
países que aderem a pena capital não deixam de existir. Criando assim uma
ilusão por parte da vítima e da sociedade o controle de criminosos perigosos,
podendo incorrer a uma injustiça, um erro caso a comoção social seja de tamanha
grandeza, levando um condenado talvez inocente à morte.


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ResponderExcluirInteressante e muito legal!!! Contra fatos não há argumentos.
VIVA a vida! Viva a liberdade!