Título: Odisseia
Gênero: Poesia épica
Em Verso Português por : Manoel Odorico MendesTrecho do Livro:Canta, ó Musa, o varão que astucioso, Rasa Ílion santa, errou de clima em clima, Viu de muitas nações costumes vários. Mil transes padeceu no equóreo ponto, Por segurar a vida e aos seus a volta; Baldo afã! pereceram, tendo insanos Ao claro Hiperiônio os bois comido, Que não quis para a pátria alumiá-los. Tudo, ó prole Dial, me aponta e lembra. Da guerra e do mar sevo recolhidos Os que eram salvos, um por seu consorte Calipso, ninfa augusta, apetecendo, Separava-o da esposa em cava gruta. O céu, porém, traçou, volvendo-se anos, De Ítaca reduzi-lo ao seio amigo, Onde novos trabalhos o aguardavam: De Ulisses condoíam-se as deidades; Mas, sempre infenso, obstava-lhe Netuno, Este era entre os Etíopes longínquos, Do oriente e ocidente últimos homens, Num de touros e ovelhas sacrifício A deleitar-se; e estavam já no alcáçar Do Olimpo os habitantes em concílio. O soberano, a recordar Egisto Do Agamenônio Orestes imolado, Principia: “Os mortais ah! nos imputam, Os males seus, que ao fado e à própria incúria Devem somente. Contra o fado mesmo, Do porvir não cuidoso, há pouco Egisto, Em seu regresso o Atrida assassinando, Esposou-lhe a mulher, bem que enviado O Argicida sutil o dissuadisse: — De o matar foge e poluir seu leito; Senão, tem de vingá-lo, adolescente Sendo investido no seu reino Orestes...



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